Valeu chico pesão, caucaia…
Prefeitura sem prefeito(por Patativa do Assaré)
Nessa vida atroz e dura
Tudo pode acontecer
Muito breve há de se ver
Prefeito sem prefeitura;
Vejo que alguém me censura
E não fica satisfeito
Porém, eu ando sem jeito,
Sem esperança e sem fé,
Por ver no meu Assaré
Prefeitura sem prefeito.
Por não ter literatura,
Nunca pude discernir
Se poderá existir
Prefeito sem prefeitura.
Porém, mesmo sem leitura,
Sem nenhum curso ter feito,
Eu conheço do direito
E sem lição de ninguém
Descobri onde é que tem
Prefeitura sem prefeito.
Ainda que alguém me diga
Que viu um mudo falando
Um elefante dançando
No lombo de uma formiga,
Não me causará intriga,
Escutarei com respeito,
Não mentiu este sujeito.
Muito mais barbaridade
É haver numa cidade
Prefeitura sem prefeito.
Não vou teimar com quem diz
Que viu ferro dar azeite,
Um avestruz dando leite
E pedra criar raiz,
Ema apanhar de perdiz
Um rio fora do leito,
Um aleijão sem defeito
E um morto declarar guerra,
Porque vejo em minha terra
Prefeitura sem prefeito.

Sou poeta vice-presidente a Associação dos poetas de Araripe e conheci pessoalmente o autor de “Prefeitura sem Prefeito” e sei que ele foi preso por compor esse poema. Vejo, ainda, que a nossa realidade é a mesma. Estado sem Governador, Palácio sem presidente, prefeitura sem prefeito. É tudo uma farsa.
Com relação ao que nos conta Chiquinho de Nazaré, podemos esclarecer sobre os versos satíricos que valeram quinze minutos de cárcere ao seu autor. Patativa precisava avistar-se com o chefe político da cidade, mas nunca o encontrava, por isso, numa ocasião, improvisou um poema, no qual criticava a falta de assiduidade do prefeito de seu município em seu posto de trabalho. No poema, o autor fala de tudo que ele já viu no mundo às avessas, concluído cada estrofe com os versos nunca vi numa cidade prefeitura sem prefeito.
A experiência da prisão ficou registrada por meio de um irônico e delicioso poema em que se dirige a uma patativa também engaiolada no mesmo recinto que ele (Andrade, 2003: 50-51):
Patativa desconte,
Nesta gaiola cativa,
Embora bem diferente,
Eu sou também Patativa,
Linda avezinha pequena,
Temos o mesmo desgosto,
Sofremos a mesma pena,
Embora, em sentido oposto.
Meu sofrer e teu penar
Clamam a Divina Lei.
Tu, presa para cantar
E eu preso porque cantei.
Dediquei um poema meu ao Genial Patativa que se chama “Petulância” vocês podem ouvir em http://www.charlesvalente.com/
Patativa teve o prazer de casar-se com a poesia,formando um belo casal dia e noite noite e dia, no entanto eu na capital Potiguar admirador desse casal célebre, contemplo nesta noite de lua cheia versos feitos com tamanha marstria.
oiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii
Não consigo ouvir a”Triste Partida”sem me emocionar. Ela reflete a saga de minha família- Senhor do Bonfim, Irecê (do feijão) na Bahia onde vivi meus primeiros anos. Hoeje vivo em São Paulo, Estado e Cidade que nos acolheu e, vos devo minha projeção do homem oriundo do nordeste.Nào penso em voltar, aqui criei família, mas não esqueci minha origem. Hoje sou professor universitário, com mestrado e fazendo doutorado, por isso agradeço este Estado(SP). Quanto a “Prefeitura sem prefeito” reflete o que hoje há de mais repudiado que é a “classe política” que menospreza cada eleitor brasileiro e que se julgam com o direito de que “Vale Tudo” para permanecer no poder.
Geentee….Paaraa tuudoO!
Adoorreeii essaa poesia é a pura realidade..kkkk
olá eu sou um cearensse que vivo RIOde JANEIRO teresopolis
e um praser ler versos e poesias
Eu irei fazer uma tragetoria falando um pouco da vida desse homem que se tornou um homem mais que real,mais que um verdadeiro homem,ele foi e é um poeta que se eu tivece conhecido ele pessoalmente teria falado o quanto ele foi uma pessoa mais que verdadeira ao espôr o que é realmente a vida de hoje em um simples papel que se tornou um livro!!!!!!!
Esses versos do poeta Patativa do Assaré,foram feitos quando o prefeito de Assaré era Raul Onofre de Paiva, que morava na fazenda Lagoa de dentro,e como naquele tempo não havia a reeleição,os prefeitos não vinha na feira para que a população da zona rural não fosse atendida, e Patativa queria tirar um documento na Prefeitura e por tres feiras consecutivas não encontrou o Prefeito originando assim esses versos.